Você pode encontrá-lo, às vezes não em pessoa, porque o próprio Noel é quem é dono do negócio – o que já fica claro com o nome -, no Centro de Carapicuíba, encostado ao muro do Touffic, uma das escolas públicas da cidade.
_____Limpeza e organização são dois elementos que não se diferenciam muito dos outros lugares para comer na rua (pelo menos não dos que eu conheço), talvez posso ressaltar a uniformização; ele e seu assistente vestem-se com as cores da casa: branco, vermelho, preto e um pouco de amarelo. Não é difícil notar que o corte da blusa lembra os cortes de alguns uniformes de chefs de cozinha. Lembra, eu disse, e vagamente. Inexiste touca ou luvas, o preparo é à seco, á mão desnuda. Tudo bem que o assistente usa boné, mas ainda tenho dúvidas se isso contribui ou não com a higiene geral de todo o processo.
_____Eu disse casa porque, de fato, tem uma casa – de bonecas – acoplada ao carrinho de alumínio. É uma pena que ela não segue o padrão de cores adotadas pelo Noel. Se não bastasse a casinha montada numa espécie de bicicleta, e o carrinho de alumínio que é onde o “chef” faz a tapioca e que contam com gavetas para toda a sorte de necessidades, mais compartimento para o gás, ainda existe uma “cenarização”: frigobar para bebidas e doces, mesas e cadeiras de madeira e mais uma unidade de produção menor, encostada, mais precisamente.
_____Não consegui identificar ao certo de onde vêm a energia elétrica para tudo isso, mas tenho certeza que não vem de nenhum poste ao redor, e nem da escola.
_____O cardápio é algo digno de toda essa parafernália (sem considerar o sentido pejorativo da palavra) contando com 26 itens listados, entre divisões de tapiocas doces, salgadas e algumas novidades que não necessariamente tem relação com a especialidade do negócio. Vale a pena notar alguns nomes personalizados, como “Tapfruta: pêssego/cereja/ameixa + docinho de côco” ou então “Ta-Pizza: queijo/calabresa/requeijão/cheddar e orégano” e “Ta-Frango: frango/queijo e catupiry”. E foi essa que eu provei. Tentei provar uma que vinha com chester de frango, mas não tinha na hora e acabei comendo “Ta-Frango (com cheddar e não catupiry)” mesmo...
_____O tempo de preparo varia de acordo com a fila de espera. Como tinha uma pessoa na minha frente, demorei quase uns 10 minutos desde o pedido (sem considerar o tempo da minha indecisão olhando para o “cardápio”) até ter em mãos minha tapioca. A execução é simples, coloca-se a goma na frigideira de ferro e depois de parcialmente frita o recheio já pré-pronto, para então fechá-la pela metade.
_____A forma como ela se apresenta ao consumidor é igualmente simples como todo o processo: colocada em um pequeno saco plástico frágil – porquanto rasgou-se na beirada assim que eu comecei a comer – e depois dentro de um saco de papel, daqueles que usamos para lanchinhos de festas. A idéia do plástico, ainda que fraco, é ótima, porque o recheio, como o que eu pedi, por exemplo, com queijo e cheddar, não deixa que esses mesmos condimentos vazem no papel e de repente você se pegue precisando lamber os dedos, porque não tem nenhum guardanapo adicional. Compreensível quando se come na rua.
_____Quanto ao gosto da que provei (Ta-Frango) não tenho do que reclamar. Excederam minhas expectativas. No frango desfiado não encontrei nenhum osso e tenho certeza que já comi cheddars muito piores, não que este estava ruim. Como eu disse, estava tudo muito bom. A goma em si eu não encontrei expressão alguma, nem doce nem salgada, e me senti mordendo uma borrachinha comestível, o que ressalta o sabor do recheio. Por um momento, lá pelo meio da tapioca, me peguei lembrando de pastel, sem os mesmos teores de gordura, claro. Ela só se tornou enjoativa quando o frango acabou e restou somente os queijos e a massa. Mas neste momento meu julgamento já estava alterado pelo declive que eu estava subindo, cansado, e morrendo de vontade de chegar em casa.
______Resultado: por 3 reais vale a pena amenizar a fome sem sujar as mãos.
_____Limpeza e organização são dois elementos que não se diferenciam muito dos outros lugares para comer na rua (pelo menos não dos que eu conheço), talvez posso ressaltar a uniformização; ele e seu assistente vestem-se com as cores da casa: branco, vermelho, preto e um pouco de amarelo. Não é difícil notar que o corte da blusa lembra os cortes de alguns uniformes de chefs de cozinha. Lembra, eu disse, e vagamente. Inexiste touca ou luvas, o preparo é à seco, á mão desnuda. Tudo bem que o assistente usa boné, mas ainda tenho dúvidas se isso contribui ou não com a higiene geral de todo o processo.
_____Eu disse casa porque, de fato, tem uma casa – de bonecas – acoplada ao carrinho de alumínio. É uma pena que ela não segue o padrão de cores adotadas pelo Noel. Se não bastasse a casinha montada numa espécie de bicicleta, e o carrinho de alumínio que é onde o “chef” faz a tapioca e que contam com gavetas para toda a sorte de necessidades, mais compartimento para o gás, ainda existe uma “cenarização”: frigobar para bebidas e doces, mesas e cadeiras de madeira e mais uma unidade de produção menor, encostada, mais precisamente.
_____Não consegui identificar ao certo de onde vêm a energia elétrica para tudo isso, mas tenho certeza que não vem de nenhum poste ao redor, e nem da escola.
_____O cardápio é algo digno de toda essa parafernália (sem considerar o sentido pejorativo da palavra) contando com 26 itens listados, entre divisões de tapiocas doces, salgadas e algumas novidades que não necessariamente tem relação com a especialidade do negócio. Vale a pena notar alguns nomes personalizados, como “Tapfruta: pêssego/cereja/ameixa + docinho de côco” ou então “Ta-Pizza: queijo/calabresa/requeijão/cheddar e orégano” e “Ta-Frango: frango/queijo e catupiry”. E foi essa que eu provei. Tentei provar uma que vinha com chester de frango, mas não tinha na hora e acabei comendo “Ta-Frango (com cheddar e não catupiry)” mesmo...
_____O tempo de preparo varia de acordo com a fila de espera. Como tinha uma pessoa na minha frente, demorei quase uns 10 minutos desde o pedido (sem considerar o tempo da minha indecisão olhando para o “cardápio”) até ter em mãos minha tapioca. A execução é simples, coloca-se a goma na frigideira de ferro e depois de parcialmente frita o recheio já pré-pronto, para então fechá-la pela metade.
_____A forma como ela se apresenta ao consumidor é igualmente simples como todo o processo: colocada em um pequeno saco plástico frágil – porquanto rasgou-se na beirada assim que eu comecei a comer – e depois dentro de um saco de papel, daqueles que usamos para lanchinhos de festas. A idéia do plástico, ainda que fraco, é ótima, porque o recheio, como o que eu pedi, por exemplo, com queijo e cheddar, não deixa que esses mesmos condimentos vazem no papel e de repente você se pegue precisando lamber os dedos, porque não tem nenhum guardanapo adicional. Compreensível quando se come na rua.
_____Quanto ao gosto da que provei (Ta-Frango) não tenho do que reclamar. Excederam minhas expectativas. No frango desfiado não encontrei nenhum osso e tenho certeza que já comi cheddars muito piores, não que este estava ruim. Como eu disse, estava tudo muito bom. A goma em si eu não encontrei expressão alguma, nem doce nem salgada, e me senti mordendo uma borrachinha comestível, o que ressalta o sabor do recheio. Por um momento, lá pelo meio da tapioca, me peguei lembrando de pastel, sem os mesmos teores de gordura, claro. Ela só se tornou enjoativa quando o frango acabou e restou somente os queijos e a massa. Mas neste momento meu julgamento já estava alterado pelo declive que eu estava subindo, cansado, e morrendo de vontade de chegar em casa.
______Resultado: por 3 reais vale a pena amenizar a fome sem sujar as mãos.
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