Street Food Design

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CHURRASCO DA ESTAÇÃO por Vinâncio

Servido na frente da estação de trem Morumbi, um casal serve espetinhos de carne assada, pães com presunto e queijo, e bebidas alcoólicas.
++++Não muito limpo, a carne crua é guardada em uma bandeja de plástico grande com um pano por cima, a churrasqueira bem pequena e com acabamento precário proporciona muito risco de saúde.
++++É usado uma mesa de ferro para servir os pães e servir farofa para quem comprar o espeto, no caso a farofa fica dentro de uma sacola pequena.
++++Não é usado luva , mascara, avental para servir.
++++Eu comprei um espetinho de carne no preço de R$ 1,50, o sabor foi agradável apesar das condições.

P.P. PIPOCAS por Noivo


A pipoca do P.P. Pipocas está localizada no centro de Mogi das Cruzes, a apresentação é muito boa o carrinho é todo decorado em vermelho e branco e na parte superior está escrito “A melhor pipoca da região”, em questão de higiene o Adenor, dono do carrinho está muito bem, primeiro ele pega uma sacola plástica, depois pega a caixinha de papelão coloca dentro da sacola e pega a pipoca com uma pá.
))))Essa pipoca tem um diferencial da pipoca vendida em São Paulo, aqui eles servem a pipoca com queijo frito, amendoim, batata frita em lâminas e até leite condensado, as embalagens grandes são personalizadas e exclusivas do P.P. Pipocas, o Adenor me contou que em Mogi o prefeito tem muita preocupação com higiene e a vigilância sanitária está sempre fiscalizando, por esse motivo ele guarda todos os ingredientes em compartimentos bem fechados e o leite condensado fica em um izopor com gelo, a pipoca é vendida em dois tamanhos: médio R$ 2,50 e grande R$ 3,00.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CAFÉ DA MANHÃ PRÓXIMO DA ESTAÇÃO por Frank

Normalmente quando se sai da estação de trem do Morumbi, em direção ao shopping de mesmo nome, de manhã cedo, a aglomeração de pessoas é grande em torno das barraquinhas que oferecem cardápios diversos de café da manhã. Entre os cheiros de café e pão com manteiga, encontram-se bolos, salgados, sucos e o que mais contribuir para um reforçado desjejum.
_____Mas quando se passa na hora do almoço, resta apenas uma barraquinha, e foi nesta que comi. Um casal de simpáticos senhores serve com boa-vontade e objetividade aqueles que se aproximam. Digo objetividade porque bastei me aproximar e perguntar quando estava o pão com presunto e queijo a minha frente , para a senhora me passar a lista de preços de todos os pães que ela tinha, do misto frio, só com queijo, ou com manteiga.
_____As mesas, cerca de três, desniveladas, ocupam um bom espaço de cumprimento e sobre elas esparramam-se as tupperwares descobertas com os pães, a manteiga com a faca grande de serra enterrada, os salgados provavelmente frios, e a boa quantidade de bolos, dos feitos de massa, simplesmente, aos de chocolate – que um deles meu amigo provou – todos cobertos com tampas plásticas ou boleiras comuns. Somado á isso os condimentos, como ketchup, mostarda, maionese, e as bebidas, que variavam entre cafés e chás. Os sucos provavelmente já tinham terminado.
_____Em teoria a mulher é quem cuida de pegar os alimentos e para tanto mune-se de luvas plásticas e avental, já o marido, também de avental, preocupa-se em receber devidamente os valores, registrar numa caderneta com algumas contas espalhadas e depositar a quantia numa caixa de papelão fazendo desta um falível cofre. Quando pedi meu misto frio, contudo, quem recebeu meu dinheiro – 3,50 – foi a mulher, mas para isso tirou a luva plástica e depois de guardar a cédula, tornou à colocá-la, o que prova uma conscientização quanto à higiene que não se vê em muitas barraquinhas. Se quiser levar, eles utilizam-se de saquinhos de papel e copinhos com tampa, dessa forma nem mesmo os que não estão perto ficam sem o café.
_____Em baixo da mesa forrada por uma toalha de tons amarelados, assim como os guarda-sóis que asseguravam abrigo do sol ou de garoas finas, amontoavam-se as caixas de isopor e os engradados com as garrafas térmicas das bebidas que já tinham se acabado.
_____Do misto que me servi, não tenho do que reclamar. O queijo prato estava saboroso e talvez apenas o presunto deixou um pouco à desejar, sendo de gosto forte e pouco magro. O pão francês mostrou-se crocante e completou a simplicidade do lanche de forma excepcional. Meu amigo ficou com um pedaço bem servido de bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro. Ele mostrou-se satisfeito.
_____Mas por que ficar até a hora do almoço correndo o risco de prejudicar os salgados e os mistos, cuja permanecia fora de ambiente resfriado pode causar complicações relacionadas à saúde? Simples, porque logo em frente, e o que justifica a aglomeração de pessoas na parta da manhã, estende-se por um quarteirão enorme um conjunto de prédios ainda em construção. Duas unidades já estão em uso, mas ainda uma terceira está se erguendo aos poucos. Todo o “público-alvo” baseia-se naqueles que trabalham nessas construções e tem a barraquinha como alternativa barata de comida rápida. Claro, não é só para estes, contudo, que o cheiro do café e do bolo deixa faminto às 7:20 da manhã! Para todos estes, que como eu, assim sentem, é ótimo ter opção de salgado e sobremesa concentradas numa mesma amarelada barraquinha!

BATATA FRITA por Frank

Próximo a estação encontra-se o casal trabalhando para vender a batata. Ela, sentada num banquinho, descasca as batas de coloração avermelhada – dizem que é mais seca e, portanto, melhor para fritar – tirando-as de um saco grande e depositando as cascas em uma bacia preta para depois jogar fora no lixo do terminal de ônibus. Ele, não muito longe, fica encarregado de pegar as leguminosas de um balde grande, daqueles que freqüentemente é usado como lixo, já descascadas e fritá-las.
_____Uma alternativa nada saudável para aqueles que possuem problemas com alto teor de gordura, uma vez que lá pela hora do almoço, o óleo da bacia de fritura e da pequena máquina ao lado já estava quase preto, de tão escurecido. Ainda assim me prontifiquei a pagar dois reais por uma porção e servir de marketing por alguns minutos, afinal, a barraquinha não conta com nenhum tipo de cartaz, placa, nome, ou propaganda; é tudo simples e objetivo. Você é quem serve de ferramenta de propaganda. Constatei que não tinha nenhuma fila quando cheguei, mas assim que parei ao lado para comer, pelo menos três pessoas já se encontravam na fila de espera.

_____O carrinho é básico, branco, com suporte para a bacia maior de fritura e a máquina que conta com dois compartimentos também de fritura. O vendedor não usa nenhum tipo de uniforme, exceto por um avental da mesma cor das cascas das batatas, pelo que pude perceber, mas acredito que seja pura coincidência. Quanto á higiene, notei o uso de um boné, mesmo sabendo que não é eficiente como uma touca, e uma luva plástica na mão esquerda. A direita, serve para receber o dinheiro e devolver o troco, quando é o caso.
_____O processo de preparo é rápido e atende muito bem a demanda do tipo “pop-up”. O “chef” pega as batatas do balde, coloca no instrumento metálico capaz de cortá-la em palitos e depois passa para o compartimento elétrico, enquanto já existe uma porção fritando na bacia á gás. Retirada a porção da bacia á gás, o conteúdo da parte elétrica é transferido em seu lugar, e o que foi tirado é colocado numa metade de embalagem normalmente usada para lanches, de isopor. Antes que o vendedor complete a embalagem, pergunta se vai sal na metade, e se for o caso, ele coloca um pouco de sal no meio e depois oferece o saleiro para que o cliente coloque em cima, à gosto. Como condimento, a barraquinha oferece ketchup, mostarda, maionese, queijo parmesão ralado e orégano, sem contar com o sal, claro. A falta de refrigeração de alguns desses temperos não é um ponto positivo, mas há quem não se preocupe com isso.
_____Falando de sabor, não difere em nada do sabor da própria leguminosa. Claro que adicionando um pouco de queijo (que foi o que fiz) é capaz de tornar a porção mais saborosa. Em termos de quantidade é o suficiente para enjoar, à menos que batatas sejam seu prato predileto, e não encher. Em pouco menos de cinco minutos, você consegue sua porção e come, tranquilamente, observando o emaranhado de fios que se desloca da barraca e repentinamente se liga à fiação do terminal de ônibus. Mas ai já são outras implicações. Ou então pode pedir para viajem, e a porção é colocada numa embalagenzinha de isopor inteira, com tampa, e não só na metade.
_____Infelizmente não conta com nenhum guardanapo e para comer, você deve usar um palito de dente, ou mais. Seria ótimo se contasse com garfinhos de plástico! Não vende nenhum tipo de bebida e se der sede, como me deu depois de comer toda a porção, só indo para algum estabelecimento próximo para matá-la. Para os amantes de batatas, e só batatas, vale a pena. Aos demais mortais, talvez seja melhor andar até uma próxima barraquinha.

VENDEDOR DE TEMPEROS por Frank


Fazia tempo que eu não via um vendedor de temperos. Lembro de anos atrás encontrar com mais freqüência no centro da cidade, e sempre que eu passava, mesmo não precisando, eu pensava em comprar por conta do cheiro. Era sempre um cheiro agradável de pimenta, tempero baiano e outros mais. Depois que passei a experimentar algumas coisas na cozinha, não achei mais nenhum.

_____Com certa surpresa me deparei com um senhor próximo á estação de trem, vendendo uma boa quantidade de condimentos. Dos vendedores que eu tenho em memória, só faltava o avental branco, e talvez uma boa disposição (na segunda vez que passei, pelo menos o avental encontrei). O homem estava visivelmente desanimado, ou pensativo. Mas ele tinha a tradicional maquininha de moer pimenta, canela ou o que mais vendia, e na hora de atender, demonstrava boa vontade.

_____Uma mesa de madeira era o que sustentava a dezena de potes com temperos. Potes, aliás, que me lembraram aqueles cestinhos que podem ser usados para lixo de cozinha, sem nenhum tipo de vedação, o que seria ótimo ter no caso do tempero, para não perder muito do aroma. Também tinha produto que fugia um pouco do tradicional tempero “artesanal”, digamos assim, como o alho, devidamente embalado e carregando a marca de um fabricante do gênero.

_____Para compor o local, um guarda-sol sustentado por uma lata de concreto e uma cadeira de plástico para o próprio vendedor descansar (ou refletir). Em baixo da mesa amontoam-se pedaços de madeira, sacos plásticos, e engradados sem divisões internas. Imagino que tudo isso deve ser para a locomoção do vendedor para seu lar.

O tempo de espera para obter o tempero varia de acordo com a quantidade que o cliente pede, e claro, com a fila de pessoas. Sem ninguém na espera e um tempero apenas, o processo não dura muito mais que cinco minutos. O homem mói, passa o condimento para um estreito saco plástico por um funil, também de plástico – uma boca de uma garrafinha cortada -, e entrega tudo em uma sacola/saco de papel. Não tem nenhum tipo de personalização, marca aparente, cores próprias ou nome. O vendedor também não usa luvas, se bem que por sua prática, nem toca no tempero.

_____Para aqueles que como eu não lembravam onde poderiam encontrar aquele ingrediente moído na hora, vale a pena passar próximo á estação e tirar um pouco o vendedor de seu momento de meditação por um real, cinco colheres.

NOEL TAPIOCA por Frank


Você pode encontrá-lo, às vezes não em pessoa, porque o próprio Noel é quem é dono do negócio – o que já fica claro com o nome -, no Centro de Carapicuíba, encostado ao muro do Touffic, uma das escolas públicas da cidade.
_____Limpeza e organização são dois elementos que não se diferenciam muito dos outros lugares para comer na rua (pelo menos não dos que eu conheço), talvez posso ressaltar a uniformização; ele e seu assistente vestem-se com as cores da casa: branco, vermelho, preto e um pouco de amarelo. Não é difícil notar que o corte da blusa lembra os cortes de alguns uniformes de chefs de cozinha. Lembra, eu disse, e vagamente. Inexiste touca ou luvas, o preparo é à seco, á mão desnuda. Tudo bem que o assistente usa boné, mas ainda tenho dúvidas se isso contribui ou não com a higiene geral de todo o processo.

_____Eu disse casa porque, de fato, tem uma casa – de bonecas – acoplada ao carrinho de alumínio. É uma pena que ela não segue o padrão de cores adotadas pelo Noel. Se não bastasse a casinha montada numa espécie de bicicleta, e o carrinho de alumínio que é onde o “chef” faz a tapioca e que contam com gavetas para toda a sorte de necessidades, mais compartimento para o gás, ainda existe uma “cenarização”: frigobar para bebidas e doces, mesas e cadeiras de madeira e mais uma unidade de produção menor, encostada, mais precisamente.

_____Não consegui identificar ao certo de onde vêm a energia elétrica para tudo isso, mas tenho certeza que não vem de nenhum poste ao redor, e nem da escola.

_____O cardápio é algo digno de toda essa parafernália (sem considerar o sentido pejorativo da palavra) contando com 26 itens listados, entre divisões de tapiocas doces, salgadas e algumas novidades que não necessariamente tem relação com a especialidade do negócio. Vale a pena notar alguns nomes personalizados, como “Tapfruta: pêssego/cereja/ameixa + docinho de côco” ou então “Ta-Pizza: queijo/calabresa/requeijão/cheddar e orégano” e “Ta-Frango: frango/queijo e catupiry”. E foi essa que eu provei. Tentei provar uma que vinha com chester de frango, mas não tinha na hora e acabei comendo “Ta-Frango (com cheddar e não catupiry)” mesmo...

_____O tempo de preparo varia de acordo com a fila de espera. Como tinha uma pessoa na minha frente, demorei quase uns 10 minutos desde o pedido (sem considerar o tempo da minha indecisão olhando para o “cardápio”) até ter em mãos minha tapioca. A execução é simples, coloca-se a goma na frigideira de ferro e depois de parcialmente frita o recheio já pré-pronto, para então fechá-la pela metade.

_____A forma como ela se apresenta ao consumidor é igualmente simples como todo o processo: colocada em um pequeno saco plástico frágil – porquanto rasgou-se na beirada assim que eu comecei a comer – e depois dentro de um saco de papel, daqueles que usamos para lanchinhos de festas. A idéia do plástico, ainda que fraco, é ótima, porque o recheio, como o que eu pedi, por exemplo, com queijo e cheddar, não deixa que esses mesmos condimentos vazem no papel e de repente você se pegue precisando lamber os dedos, porque não tem nenhum guardanapo adicional. Compreensível quando se come na rua.

_____Quanto ao gosto da que provei (Ta-Frango) não tenho do que reclamar. Excederam minhas expectativas. No frango desfiado não encontrei nenhum osso e tenho certeza que já comi cheddars muito piores, não que este estava ruim. Como eu disse, estava tudo muito bom. A goma em si eu não encontrei expressão alguma, nem doce nem salgada, e me senti mordendo uma borrachinha comestível, o que ressalta o sabor do recheio. Por um momento, lá pelo meio da tapioca, me peguei lembrando de pastel, sem os mesmos teores de gordura, claro. Ela só se tornou enjoativa quando o frango acabou e restou somente os queijos e a massa. Mas neste momento meu julgamento já estava alterado pelo declive que eu estava subindo, cansado, e morrendo de vontade de chegar em casa.

______Resultado: por 3 reais vale a pena amenizar a fome sem sujar as mãos.




sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Blá-blá-blás iniciais

Culinária de rua e design não parecem duas coisas muito próximas... Mas é esse nosso objetivo por aqui, tentar unir de algum jeito esses dois elementos! Vamos postar sobre comida, sobre design e design de comida, que é melhor ainda! O resultado é para ser uma publicação, mas só sai depois de mais uns dois meses. xD Assim que sair, postamos as fotos! Por hora é só!